sexta-feira, 24 de abril de 2009

Condominio Terra - Bases...

"Gaia, Conceito Universal

Gaia é uma teoria científica, elaborada por James Lovelock, que apresenta o planeta Terra como um único organismo vivo. A teoria foi apresentada em 1969 afirmando que é a biosfera que gera, mantém e regula as condições para a sua própria sobrevivência. O nome escolhido para esta teoria foi o de GAIA devido ao facto de na mitologia grega, GAIA ser a deusa da Terra. 
A abordagem holística da teoria de Gaia, é profundamente inovadora pelo trabalho extremo de juntar o que estava separado e assumir o desafio de pensar global, e arriscar pelos caminhos complexos da interdisciplinaridade.

Gaia, Deusa da Terra

Na mitologia grega, GAIA é a personificação da Terra como Deusa . Foi uma das primeiras divindades a surgir no universo, e mãe de todas as coisas. Nasceu imediatamente depois de Caos. E é a deusa Gaia que, ao separar a terra dos céus, vem ordenar o cosmos e terminar com o caos. Neste processo dá origem a inúmeras outras divindades e também aos oceanos, às montanhas, às plantas, aos animais…Por isso ela personifica a origem do mundo, o triunfo, a propiciadora dos sonhos, a protectora da fecundidade e dos jovens. O nome Gaia, Géia ou Gê, é utilizado como prefixo para designar as diversas ciências relacionadas com o estudo do planeta, como por exemplo: Geografia, Geologia. 

Gaia, Cidade Portuguesa

No norte de Portugal, na margem sul da foz do rio Douro, frente à Cidade do Porto, está localizada a Cidade de GAIA a qual, pelo próprio nome, quer assumir-se como um local onde a questão da tão necessária organização da vizinhança global seja debatido, porque este é um problema de homens e mulheres. Embora palavra homónima, aqui, o nome GAIA tem origem diversa do nome da deusa grega. Esta teve origem na palavra Cale (ou Gale, no latim clássico). Desta ligação de proximidade entre vizinhos nasceu a palavra PortusCale que por sua vez evoluiu e deu origem ao nome do país – Portugal, que não deixa de significar o Porto de Gaia."

Condominio Terra....Ricardo Marques T5

Eu achei bastante interessante este conceito agora criado. Há, cada vez mais uma maior necessidade de preservar os recursos naturais de que dispomos e/ou requalifica-los. Mas não só os recursos naturais precisam de ser cuidados, a mente dos que habitam o Planeta também necessita de uma reformulação, necessita de ser confrontada e trabalhada. Temos que ter consciência que o Planeta é um bem comum, que por todos deve ser cuidado. A globalização passa também por aí.
   

Cuidemos desta casa global chamada Terra, enquanto dispomos de tempo para isso. Evitemos vir a dizer, um dia mais tarde -" Ai se eu soubesse...."


                                                                                                                                              Ricardo Marques  T5

terça-feira, 7 de abril de 2009

Novo ciclo geológico da Terra pode estar a começar junto à Península Ibérica



Os vulcões existentes em Portugal continental estão extintos mas o planeta pode estar a entrar num novo ciclo geológico, com uma zona de subducção a sudoeste da Península Ibérica, e a actividade vulcânica não está excluída. "Com base na distribuição dos sismos, há quem diga que podemos estar a entrar num novo ciclo geológico, que poderá ter como consequência o vulcanismo", afirmou o geólogo José Francisco à agência Lusa.
Na origem do processo estará um fenómeno de subducção, ou seja o mergulho de uma placa sob outra - no caso concreto, da placa oceânica sob a placa continental, em cujo extremo está Portugal - explicou o investigador da Universidade de Aveiro.
De uma forma genérica, o efeito pode ser visto em http://pt.wikipedia.org/wiki/Zona_de_subducção. O investigador alertou, todavia, que - a confirmar-se esta tese - "o vulcanismo apenas se manifestará dentro de milhões de anos", pois a própria subducção leva muito tempo a concretizar-se. No continente, a actividade vulcânica mais recente tem já cerca de 70 milhões de anos e registou-se no Complexo Vulcânico de Lisboa, cujos 200 quilómetros quadrados se estendem da capital a Torres Vedras, passando por Cascais, Sintra ou Mafra (onde permanece uma chaminé vulcânica de basalto, o Penedo de Lexim). "Apesar de o complexo estar extinto há tanto tempo, ainda há uma chaminé vulcânica junto à antena da televisão em Monsanto, como houve em Alcabideche", indicou Victor Hugo Forjaz, director do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores, acrescentando que muitos vestígios foram, ao longo dos anos, "cobertos pelo casario, pelos bairros". Um vulcão é declarado extinto se não teve manifestações exteriores de actividade nos últimos 10 mil anos "e quando os estudos científicos demonstram que debaixo dele não há calor, não há magma que o possa alimentar", explicou Victor Forjaz, acrescentando que "é considerado adormecido se teve erupções recentes ou se tem, à superfície, manifestações de actividade", como fumarolas.
O que causa erupção vulcânica?Segundo o especialista, a actividade vulcânica é anunciada "pelo aumento da temperatura do solo com meses de antecedência, pelo aumento da sismicidade e pela variação dos campos magnético e gravimétrico, que são indícios de perigo". E o que causa uma erupção vulcânica? "O acumular de energias durante um certo número de séculos e factores externos, como uma conjugação de fases da lua e do sol e a existência de forças laterais e verticais na crosta terrestre", esclareceu o director do Observatório. "Mas todos os investigadores concordam que não há hipótese de os vulcões entrarem em actividade no continente", assinalou, numa posição reiterada por José Francisco, da Universidade de Aveiro, que indicou à Lusa mais alguns vestígios de vulcanismo. "Na Faixa Piritosa Ibérica, que abrange o Baixo Alentejo e continua para Espanha, o vulcanismo submarino teve forte expressão no início do período Carbónico (360 a 300 milhões de anos), levando à formação de jazigos minerais como a mina de Neves Corvo, a mais importante em actividade em Portugal", exemplificou.
Vestígios erodidosNo entanto, tantos milhões de anos passados, os vestígios estão erodidos, "sendo muito difícil saber qual a morfologia do aparelho vulcânico que existiu no Alentejo", pois tanto pode ter assumido a forma de cone vulcânico como pode ter-se apresentado sob a forma de fissuras que expeliram lava. Em Sines, também são detectáveis "duas ou três chaminés", adiantou Victor Hugo Forjaz à Lusa, assinalando ainda a existência de um complexo vulcânico no Algarve. Associado à Serra de Monchique, este complexo teve derradeiros sinais de actividade há 72 ou 75 milhões de anos, sendo ainda observável uma chaminé vulcânica na Praia da Luz, perto de Lagos. Os vestígios de actividade surgem ainda noutras regiões, como no Distrito de Leiria (Nazaré, Peniche, Caldas da Rainha, Leiria) mas, seja devido ao desgaste causado pela passagem dos anos ou ao desconhecimento de quem é leigo na matéria, não é fácil detectá-los, como assinalou José Francisco. "Muitas vezes as pessoas passam ao lado da história geológica, o público não sabe o que tem debaixo dos pés, de que é que as rochas por onde passamos todos os dias são testemunho", concluiu o geólogo da Universidade de Aveiro.

Tudo é feito de partículas, incluindo nós próprios!

:: 2008-10-08 Por Gustavo Castelo-Branco*
Gustavo Castelo Branco
O Prémio Nobel da Física foi atribuído este ano a três físicos teóricos de Particulas: Yoichiro Nambu, Professor na Universidade de Chicago, Makoto Kobayashi cientista do High Energy Accelerator Research Organization (KEK) Japão e Toshihide Maskawa, Professor na Universidade de Kyoto, Japão.
Os trabalhos que estiveram na base da atribuição do Prémio Nobel têm todos a ver com quebra de simetria. O aspecto mais importante do trabalho de Nambu consistiu na sugestão de um modo especial de quebrar certas simetrias, a chamada quebra espontânea de simetria.
* Gustavo Castelo-Branco integra o Centro de Física Teórica de Partículas do Instituto Superior Técnico. É um dos autores do livro «CP Violation», que tem sido o seu objecto de estudo. Doutorado no City College de Nova Iorque, em 1976, desenvolveu a carreira na Alemanha (Bona) e nos EUA (Carnegie-Mellon), tendo regressado ao país em 1980. Em Portugal, promoveu um grupo de investigação na especialidade e orientou numerosos doutoramentos nesta área. Passou também pela Universidade de Genebra e pelo CERN. Em 2006 venceu o prémio Humboldt da Ciência, que tem sido um «forno» de prémios Nobel.
Este trabalho teve um enorme impacto na construção de teorias unificadas das interacções electromagnéticas fortes (responsáveis pela estabilidade dos núcleos) e fracas (responsáveis pelo decaimento de muitas partículas, como por exemplo o neutrão, e responsáveis também pela criação de matéria no Universo). A Física de Partículas estuda as forças de interacção entre os constituintes fundamentais da matéria, as chamadas partículas elementares. Tudo é feito de partículas, incluindo nós próprios. Existe hoje um modelo (o chamado Modelo Standard) para as interacções electrofracas e fortes que são baseados precisamente na quebra espontânea de simetria, sugerida por Nambu. Nambu deu outras contribuições de grande importância para a Física de Partículas e já há muito se esperava a inteiramente merecida atribuição do prémio Nobel. O trabalho de Kobayashi e Maskawa, que conduziu a atribuição do prémio Nobel a estes dois cientistas japoneses, consistiu na sugestão de um modelo simples e elegante para explicar a violação de CP, já anteriormente descoberta experimentalmente. A simetria CP corresponde a combinação da simetria Paridade com a simetria conjugação de carga. A simetria Paridade está ligada à operação que faz corresponder a um qualquer acontecimento, a imagem deste quando reflectida num espelho. A conjugação de carga faz corresponder a cada partícula a sua anti-partícula. Kobayashi e Maskawa descobriram que dentro do Modelo Standard é possível ter violação de CP, se existirem três ou mais famílias de quarks, o que corresponde a pelo menos seis quarks. Na altura em que Kobayashi e Maskawa fizeram esta sugestão só eram conhecidos três quarks: o quark up e o quark down da primeira família e o quark estranho da segunda família. De modo que a sugestão de Kobayashi e Maskawa foi muito arrojada. É importante salientar que a violação de CP é um ingrediente fundamental para a criação de matéria no Universo. Sem violação de CP o universo seria feito apenas de luz. Há um ano atrás, Kobayashi e Maskawa receberam o prémio da Sociedade Europeia de Física [EPS], correspondente a Física de Partículas. Eu pertenço ao Comité da EPS que atribuiu este prémio a Kobayashi e Maskawa e tanto eu como os meus colegas estamos muito contentes por, mais uma vez, termos dado o Prémio da European Physical Society a físicos que pouco depois recebem o prémio Nobel. É de salientar que o fenómeno de quebra de simetria quer nas interacções fortes, quer nas interacções fracas é investigado ao mais alto nível no Centro de Física Teórica de Partículas (CFTP) do Instituto Superior Técnico. Em particular aquele que é considerado como o melhor livro sobre violação de CP foi escrito por três membros do CFTP: Gustavo Castelo-Branco, Luís Lavoura e João Silva. Este livro foi editado numa das mais prestigiadas séries da Oxford University Press, onde foi publicado o famoso livro do Paul Dirac sobre Mecânica Quântica. Os três autores receberam por este trabalho o Prémio Gulbenkian de Ciência. A atribuição do prémio Nobel a Nambu, Kobayashi e Maskawa veio salientar e reconhecer o extraordinário desenvolvimento da Física de Partículas. Com a entrada em funcionamento do novo acelerador LHC [do CERN], a Física de Partículas irá ter uma Nova Era de Ouro. Para mais informação sobre a atribuição deste prémio Nobel, e sobre o trabalho feito no Centro de Física Teórica de Partículas do Instituto Superior Técnico pode consultar-se a página http://www.cftp.ist.utl.pt

Cientistas a caminho de resolver o dilema de Darwin



“Não posso dar uma resposta satisfatória à questão de porquê não se encontraram ricos depósitos fossilíferos pertencentes a estes períodos anteriores ao Câmbrico”. A frase é de Charles Darwin, e foi escrita, em 1859, resumindo aquilo que veio a ser conhecido como o “Darwin's Dilemma”: a ausência de fósseis do período pré-Câmbrico (período que designa, ainda, o tempo entre o nascimento da Terra e o aparecimento dos fósseis de animais).
O estudo centrou-se na formação rochosa de Shropshire, na Inglaterra, conhecido como o Supergrupo Long Mynd

O estegossauro «Miragaia longicollum» apresentado à comunidade científica


A revista inglesa Proceedings of the Royal Society publicou na semana passada um artigo em que se dá a conhecer à comunidade científica internacional a descoberta de uma nova espécie de estegossauro, animal do período do jurássico, com 150 milhões de anos.O artigo «A new long-necked ‘sauropod-mimic’ stegosaur and the evolution of the plated dinosaurs» é assinado por Octávio Mateus, da Universidade Nova e colaborador do Museu da Lourinhã, responsável pela descoberta da espécie, designada de «Miragaia longicollum», pertence a um dinossauro encontrado na localidade de Miragaia, em 2001. Seguiram-se anos de análise dos achados (e tratamento, para que não se degradassem).

Ciência portuguesa ainda é feita com motor Darwin

Ciência portuguesa ainda é feita com motor Darwin
Ciclo sobre o naturalista britânico arranca em Coimbra:: 2009-04-06
Após 150 anos, Darwin continua actual
A evolução do Homem está, hoje como há 150 anos, no centro de todas as polémicas. Alguns dos mais conceituados cientistas portugueses da actualidade prometem agitar o debate no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC). Já lá vai um século e meio, mas as ideias de Charles Darwin continuam a fazer ciência em Portugal. A partir do dia 16 de Abril, alguns dos mais reputados cientistas portugueses da actualidade revelarão em Coimbra como é que a teoria do naturalista inglês mudou as suas vidas.
A antropóloga forense Eugénia Cunha e o paleontólogo Octávio Mateus, que recentemente foi alvo dos holofotes da comunidade científica internacional ao descobrir uma nova espécie de dinossauro, são os primeiros cientistas a falar do impacto da teoria da evolução nas investigações que conduzem, respectivamente a 16 e 23 de Abril às 15h. A 14 de Maio, é a vez da investigadora do Instituto Gulbenkian de Ciência e professora de Biologia do Desenvolvimento na Universidade de Leiden (Países Baixos), Patrícia Beldade, explicar como é que as ideias de Darwin estão a dar origem a uma nova disciplina científica: a Evo-Devo. A presidente da Sociedade Portuguesa de Ecologia e directora do Jardim Botânico de Coimbra, Helena Freitas, estará presente a 4 de Junho para explorar «A Evolução Humana e o Ambiente». Depois das férias de Verão, a palavra será de um dos nomes mais conhecidos da investigação em Portugal, Alexandre Quintanilha. O biológo e ex-director do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Universidade do Porto irá falar, a 24 de Setembro, sobre «Os Valores da Ciência na Teoria da Evolução». O sexo e a evolução dão o mote à conferência de 15 de Outubro. O biólogo e director do Museu da Ciência, Paulo Gama Mota, abordará o contributo de Darwin para as investigações sobre selecção sexual. O ciclo de conferências «Darwin e a Evolução» terminará com uma conversa com Nuno Ferrand, director do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) e professor do departamento de zoologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, com o intrigante título “Darwin e os coelhos do Porto Santo”. Destinadas a todos os públicos, as conferências do Museu da Ciência estão integradas nas comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos da publicação da sua obra mais famosa, «A Origem das Espécies». Antropóloga forense inaugura debate A antropóloga forense Eugénia Cunha é a primeira cientista a falar de Darwin na primeira pessoa e a revelar o impacto das teorias do naturalista nas investigações que dirige. A evolução do Homem dá, assim, o mote à primeira conferência do ciclo «Darwin e a Evolução». A compreensão da evolução humana constitui "uma inevitável e fascinante viagem no tempo, porque o entendimento de onde viemos elucida também sobre para onde vamos", avança Eugénia Cunha. Mas a questão da evolução está ainda longe de ser completamente descodificada, salvaguarda a professora catedrática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. "É um desafio destrinçar as cada vez mais peças-chave deste intrincado ser que somos, com a certeza de que muitas das questões só serão respondidas ao longo do próximo século", acrescentou.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Afinal quem é o pai?

"O insólito caso, publicado em Fevereiro, que dava conta de um rapaz de 12 anos, pai de uma criança, foi agora refutado por testes de ADN.

Segundo o jornal Daily Mirror, Alfie Patten submeteu-se a testes de ADN que o invalidam como pai da criança que Chantelle Stedman, 15 anos, deu à luz em Fevereiro. O jovem inglês sempre acreditou que seria o pai até que apareceram mais candidatos afirmando, mesmo antes do exame que "assim que o fizer, todos eles terão que se calar". A família de Chantelle semrpe manteve que Alfie seria o pai da criança e está agora a ser acusada de tentar enganar o jovem inglês."

retirado de DN online.

domingo, 22 de março de 2009

Fórum de Istambul termina sem reconhecer água como 'direito humano'

"O Fórum Mundial da Água (FMA) terminou neste domingo (22) em Istambul mostrando a clara divisão entre os Estados no momento de se comprometer a garantir o acesso à água como um direito essencial de todo ser humano.


Durante toda a semana, aproximadamente 25 mil participantes - entre líderes políticos, especialistas, empresas e ONGs - discutiram as questões mais polêmicas em torno deste recurso, como as secas, a reciclagem das águas residuais, a distribuição e a gestão da água.


Ao mesmo tempo, ONGs e associações críticas com o fato de que o fórum seja organizado pelo Conselho Mundial de Água (CMA), uma instituição de caráter privado, se encontraram em diversas atividades paralelas de protesto, algumas reprimidas pela polícia.


Pelo menos 17 ativistas turcos foram detidos no protesto do primeiro dia, e dois membros da ONG International Rivers foram deportados pelo governo turco.


A declaração final, assinada pelas delegações dos 150 países participantes (70 deles representados em nível ministerial), foi apresentada neste domingo em ocasião do Dia Mundial de Água.


Nela, os Estados signatários advertem para a "necessidade de conseguir segurança no (setor) da água, em um mundo (em que) se enfrenta mudanças globais rápidos e sem precedentes", incluindo o crescimento da população, as migrações, a urbanização, a mudança climática e a desertificação, entre outros.


Por isso, se comprometem a "intensificar" os esforços para conseguir cumprir os Objetivos do Milênio das Nações Unidas, embora a declaração não seja vinculativa para os países signatários.

 

 Direito à água

 

No entanto, o tema que mais debate gerou durante as negociações finais foi o direito à água, que terminou sem consenso, explicou no sábado a presidente do processo político, Sumru Noyan.


Assim, na Declaração Ministerial de Istambul não se chegou a decretar a água um direito humano, como exigiam os movimentos sociais e ecologistas e vários países latino-americanos.


"Admitimos as discussões dentro das Nações Unidas sobre os direitos humanos e o acesso à água potável e ao saneamento. Reconhecemos que o acesso à água potável e ao saneamento é uma necessidade humana básica", diz o documento final, que países como a Venezuela se negaram a assinar.


Os organizadores afirmaram que existe consenso entre os Estados com relação ao "direito à água", mas não sobre como expressá-lo, pois as diferentes redações têm diversas consequências político-jurídicas.


"Em nenhum documento vinculativo da ONU a água aparece como direito humano", justificou Noyan.


Durante vários dias, as delegações sul-americanas lideradas por Uruguai e Bolívia tentaram pressionar para que se introduzisse o direito humano na declaração, enquanto outros países ofereceram uma redação intermédia que falaria da água como um "direito básico".


No entanto, as negociações foram em vão, já que, segundo informaram à Agência Efe fontes ligadas à negociação, países como Brasil, Estados Unidos e Egito bloquearam a tentativa de voltar a debater os documentos que tinham chegado à Turquia após as sessões preparatórias que começaram em setembro de 2008.

 

 Declaração alternativa

Finalmente, um grupo de 25 países críticos decidiu assinar uma declaração alternativa na qual, como primeiro ponto, se reconhece "o acesso à água e ao saneamento como um direito humano", e os signatários se comprometem "a realizar as ações necessárias para a implementação progressiva deste direito".


A declaração complementar tem um segundo ponto, assinado por 16 países latino-americanos, asiáticos e africanos, no qual pede à comunidade internacional para "desenvolver um espaço de debate global sobre água no marco das Nações Unidas", em vez do atual fórum organizado pelo CMA.


Membros dos movimentos sociais se mostraram satisfeitos com o fato de o debate sobre o direito humano ao acesso à água "tenha sido instalado no fórum", já que no encontro anterior, no México, em 2006, apenas quatro países (Uruguai, Venezuela, Bolívia e Cuba) apoiaram esse reconhecimento."


Retirado de http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL1053551-5602,00-FORUM+DE+ISTAMBUL+TERMINA+SEM+RECONHECER+AGUA+COMO+DIREITO+HUMANO.html


1 - Forneça o seu ponto de vista relativamente ao reconhecimento da Água como um direito de todos os seres humanos.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Índia alega ter descoberto vida extraterrestre

A agência espacial indiana afirma ter descoberto três novas espécies de bactérias, a 40 km de altitude, que são consideradas formas de vida extraterrestre.

A ISRO (de Indian Space Research Organisation) alega ter descoberto colónias de bactérias que muitos cientistas consideram serem extraterrestres por viverem num clima muito distinto do terrestre.

Segundo os cientistas, a intensidade dos raios ultravioleta, a falta de matéria orgânica e a exposição a temperaturas extremas são suficientes para aniquilar qualquer forma de vida conhecida.

De acordo com o DailyTech, a descoberta foi feita por um balão de 459 quilos, que estava entre os 20 e os 40 km de altitude.

in exame informática

1 - De acordo com as c ondições necessárias à vida no nosso Planeta, discuta a noticia..